LISTAGEM DE ESCRITORES AFRICANOS
POESIA AFRICANA Por Ana Lúcia Santana
Se há um continente que nos atrai por seus segredos e encantos e pela inserção na imaginação do homem que vive no Ocidente, é a África. Ela é vista como um universo repleto de belezas naturais que oferece um vasto campo para a realização das proezas mais incríveis. Mas ela é igualmente uma terra ferida por inúmeros conflitos entre tribos e pela destruição provocada por incontáveis guerras civis. No âmbito da poesia africana de língua portuguesa, nomes como Jorge Barbosa e Corsino Fortes, Francisco José Tenreiro, Agostinho Neto e Arlindo Barbeitos, José Craveirinha e Luís Carlos Patraquim representam os autores que abandonaram a trilha percorrida por uma produção literária de cunho colonialista. Eles mobilizaram um campo que aparentemente estava paralisado pela apatia total diante do processo de colonização. O autor da África vivia, até o momento da independência, entre dois contextos essenciais: a sociedade colonial européia e a sociedade africana. Portanto, suas obras nascem desse choque entre duas esferas distintas. Além disso, os poetas também são influenciados pelos estímulos que provêm do mundo externo, especialmente dos movimentos literários europeus e americanos.
Alguns (as) escritores (as) afro-brasileiros (as)
Ingrid Jonker

Escritora sul-africana que viveu na época do Apartheid – regime de segregação racial vigente de 1948 a 1994. Tornou-se conhecida quando Nelson Mandela leu o poema “A Criança que foi Assassinada pelos Soldados de Nyanga”, no seu primeiro discurso como presidente da África do Sul.
Mia Couto
Mia Couto, escritor moçambicano nascido em Beira, em 1955, tem exercitado, na lapidação da palavra, a arte de reencantar o mundo. Este site se propõe a emoldurar e a difundir a poesia cravejada em sua prosa, bem como a sensibilidade explicitada em seus versos, na esperança de que um total reencantamento mais cedo nos possa advir.
J.M.Coetzee
John Maxwell Coetzee nasceu, em 1940, na cidade do Cabo, considerado um dos melhores escritores da África do Sul. É romancista, ensaísta, crítico literário, linguista e foi professor de literatura na cidade do Cabo. Completou dois bacharelados em sua cidade natal, um em Língua Inglesa, outro em matemática. Viveu por quatro anos na Inglaterra exercendo a função de programador de computador e fazendo pesquisas para uma tese sobre o ficcionista inglês Ford Madox. Na década de 1970, seu pedido de moradia permanente nos Estados Unidos foi recusado em virtude de sua participação em protestos contra a Guerra do Vietnã. Sua vida literária tem início em 1969 quando escreve sua primeira ficção, Terra de Sombras, publicada em 1974. Neste romance ele faz uma analogia entre os invasores norte-americanos no Vietnã e os primeiros colonizadores na África do Sul. Em 2003, foi premiado com o Nobel de Literatura. Coetzee não costumava fazer uso dos tons realistas do apartheid em seus escritos; não de forma direta. Seus romances procuram um tom mais íntimo sobre personagens essencialmente humanos tentando viver sob as determinações perversas de uma autoridade constituída. Seu romance mais recente, A infância de Jesus, foi publicado em 2013, no qual “Jesus” pode ser um menino comum da atualidade, embora o período histórico não esteja bem definido.
Wole Soyinca
De origem humilde, nasceu em 1934, na Nigéria. Em 1986, foi agraciado com o Nobel de Literatura. É considerado o dramaturgo mais notável da África. Em 1954, ele partiu para o Reino Unido, matriculando-se no curso de Literatura Inglesa, da Universidade de Leeds, que concluiu em 1959. Enquanto estudante apaixonou-se pelo teatro e levou aos palcos algumas peças de sua autoria. Em 1972, publicou The Mand Died (obra censurada na Nigéria), sobre sua experiência no cárcere. No mesmo ano, ele resolveu deixar o país e partir novamente para a Inglaterra, onde tornou-se professor no Churchill College de Cambridge e obteve o título de doutor pela Universidade de Leeds. Durante esse período, publicou obras como Jero’s Metamorphosis (1972) e Death And The King’s Horsemen (1975).
Soyinca regressou à Nigéria, onde passou a ocupar o cargo de professor catedrático de inglês na Universidade de Ife, mas em 1994, teve que deixar o país após participar de uma marcha de protesto contra o ditador Sani Abacha, retornando em 1998 após a morte de Abacha. Em 2001, ele publicou King Baabu, uma paródia dos ditadores africanos. Soyinca foi incansável em protestar em suas obras contra a corrupção e a sede de poder em seu país. Dizem que muitos de seus escritos tratam do que ele chama de “the oppressive boot and the irrelevance of the colour of the foot that wears it”, ou seja: o coturno opressivo e a irrelevância da cor do pé que o calça.
Pepetela
Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos - o Pepetela. Escritor de renome internacional, com inúmeras obras publicadas, Pepetela é estudado hoje em universidades do mundo todo. Seguem algumas obras do autor: Muana puó (1978), As aventuras de Ngunga (1979), Mayombe (1980), A geração da utopia (1992), Parábola do cágado velho (1996), A gloriosa família (1997).Essas obras traduzem com muita singularidade as questões vividas pelo povo angolano, bem como reflexões interessantíssimas sobre a África, seus mistérios e suas riquezas.
Ondjaki
Ondjaki é da nova geração de escritores. Nasceu em Luanda, Angola em 1977. Escritor e poeta, licenciado em Sociologia em Lisboa, é também artista plástico, ator e roteirista. Escreve contos e romances, alguns infanto-juvenis. Seu interesse pela literatura teve início bem cedo, aos 13 ou 14 anos. Costumava ler Asterix e outros quadrinhos similares, além de Gabriel Garcia Márquez, Graciliano Ramos e Jean-Paul Sartre. Na Etiópia ele foi reconhecido com o prêmio Grinzane for best african writer 2008. Seus livros têm sido traduzidos em diversos países, especialmente França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China. Em outubro de 2010, ganhou no Brasil o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Juvenil com o romance AvóDezanove e o Segredo do Soviético. Em 2013, recebeu o Prêmio Literário José Saramago por seu romance Os Transparentes. Ondjaki integra ainda a União dos Escritores Angolanos e a Associação Protetora do Anonimato dos Gambuzinos (seres do imaginário popular em Portugal e em algumas regiões da Espanha). Atualmente mora no Brasil, no Rio de Janeiro.

Conceição Evaristo
Natural de Belo Horizonte. Doutora em Literatura. Participa com contribuições literárias para "Cadernos Negros".

Elisa Lucinda
Poeta. Jornalista. Atriz. Cantora. Sua obra pode ser contemplada em: Escola Lucinda

Ana Maria Gonçalves
Mineira, publicitária em São Paulo, escreve na Ilha de Itaparica seu primeiro romance, Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim. Seu segundo romance, Um Defeito de Cor, de 2006, conquistou o Prêmio Casa de las Américas na categoria literatura brasileira, a obra é inspirada na história (linda) de Luísa Mahin. -
Castro Alves
Poeta baiano. Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos".

Machado de Assis
Escritor brasileiro ilustre. Fundador da Academia Brasileira de Letras.

Maria Firmina dos Reis
Catadora de lixo na favela de Canindé, São Paulo. Registrava seu cotidiano em páginas amareladas que se transformaram em livros.

Mel Duarte
A escritora paulista, ativista e produtora cultural. Lançou recentemente o livro Negra, Nua e Crua. Em 2013, a poeta publicou o livro Fragmentos Dispersos.

Joel Rufino dos Santos
Historiador, professor e escritor brasileiro, é um dos nomes de referência sobre cultura africana no país.

Jarid Arraes

Jenyffer Nascimento
Outros Autores e Obras:



Muito pertinente a criação desse espaço. Pode ser uma ferramenta muito rica para pesquisas sobre o tema. Gostaria de sugerir, para essa página, a escritora negra brasileira Conceição Evaristo. Nasceu em Belo Horizonte, em 1946 e participa com contribuições literárias para a série Cadernos Negros. Firmou-se no cenário intelectual a partir da publicação de seus dois romances Ponciá Venâncio e Becos da Memória.
ResponderExcluirParabéns aos gestores do Blog. Os temas aqui tratados serão de fundamental importância para os interessados no assunto, mas especialmente para professores e educadores. Gostaria de sugerir também que incluíssem o escritor angolano Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos - o Pepetela. Escritor de renome internacional, com inúmeras obras publicadas, Pepetela é estudado hoje em universidades do mundo todo. Seguem algumas obras do autor: Muana puó (1978), As aventuras de Ngunga (1979), Mayombe (1980), A geração da utopia (1992), Parábola do cágado velho (1996), A gloriosa família (1997).Essas obras traduzem com muita singularidade as questões vividas pelo povo angolano, bem como reflexões interessantíssimas sobre a África, seus mistérios
ResponderExcluire suas riquezas.
OK! Será add!
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